As notícias não são propriamente escondidas, mas deixadas lá no cantinho do jornal ou mencionadas poucas vezes e fora do contexto maior, como se não tivessem nada a ver com aquelas que as contradizem, que a nossa grande imprensa tanto gostava (e gosta) de repisar e salientar.
A primeira é que a China pode passar por três grandes ondas de covid neste inverno. Como? Então aquele país que ensinou ao mundo que bastava ficar em casa ainda não resolveu esse problema? Um dos campeões mundiais de vacinação está com os hospitais lotados? O que aconteceu?
Bem, as autoridades chinesas até tentaram colocar todo mundo em casa de novo, mas desta vez a população se revoltou (o que já deveria receber mais atenção da nossa imprensa pelo ineditismo) porque entendeu que o isolamento rígido simplesmente não funciona, só adia o problema que um dia terá que ser enfrentado.
É até divertido ver a turma falar disso dando voltas para evitar o nome certo: imunidade de rebanho. Aquela que permitiu que os descendentes de sobreviventes de pragas passadas chegássemos aos dias de hoje sem maiores preocupações com as gripezinhas que pegamos de vez em quando.
Ah, mas o isolamento era só para esperar a vacina e o governo comunista obrigou todo mundo a tomá-la. Pois a notícia de agora é que, embora tenham vacinado 90% da população, eles ainda precisam dar a terceira dose para metade dos maiores de 80 anos.
E o principal problema é outro: as vacinas lá aplicadas são todas chinesas e está comprovado que estas não oferecem a mesma proteção da maioria das criadas pelos laboratórios ocidentais, são produtos de segunda linha. Países estrangeiros estão até fazendo pressão para que os chineses usem vacinas de fora.
Puxa, mas então, para não esperar mais um mês pela vacina da Astra Zeneca - a melhor e mais barata, na qual o Brasil tinha corretamente colocado suas fichas - nós acabamos por enfiar uma vacina que não prestava justamente nos maiores grupos de risco, que foram os primeiros da fila.
Quantos idosos morreram por causa da pressão dos canalhas que mentiam que o governo central não queria imunizar a população e do bom negócio do "presidente em exercício" que "venceu a guerra da vacinação"? A nossa imprensa esqueceu disso, faz de conta que não é com ela.
Tá bom, mas o que isso tem a ver com a imagem acima, que mostra uma rua americana coberta de neve? A relação é o inverno, que aumenta os casos de gripes (zinhas e zonas) e este ano deve ser particularmente rigoroso no hemisfério norte. O fenômeno afeta a China e promete um Natal congelante nos EUA.
Que coisa. Quem diria que isso poderia acontecer quando as geleiras estão por derreter e os mares por invadir as cidades litorâneas? Como sempre, algo não bate na história do "aquecimento global" e não basta trocar o título para "mudanças climáticas" sempre que algo assim se repete.
Greta, por favor, venha nos explicar.

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