Todos sabem o que aconteceu. Os sindicalistas de Salvador adesivaram os ônibus com propaganda do PT e foi necessário limpá-los para colocá-los na rua. Isso permitiu que os petistas reclamassem que a prefeitura os estava segurando e gerou um pedido (inédito) para estender em duas horas o horário de votação.
Alguém acredita que os sindicalistas não obedeceram ordens superiores? Alguém pensa que Caetano, Gil e outros "artistas" fizeram aqueles vídeos pela extensão do horário de improviso, no último instante? Alguém julga que foi por acaso que o PT pediu a prorrogação quando as urnas já estavam sendo fechadas e ao seu militante Zanin?
Zanin concedeu a prorrogação exatamente no horário em que as urnas deveriam ser fechadas (e muitas já estavam), às 17 horas. E ela foi usada principalmente no Nordeste, onde o PT domina a situação e, por coincidência, grande parte das seções ainda não havia encerrado a votação.
Mas vamos aos números, começando pelos do primeiro turno:
Flávio 56.104
Lule 53.877
Outros 9.317 (Cury a Zema 9.056)
Bcos/nulos 5.975
Abstenções 33.500 (21,08%)
Com mais 3,5 milhões de votos, Flávio teria vencido no primeiro turno. E certamente ele teria isso entre os eleitores de Cury a Zema, revelando que foi correta a estratégia do regime pt-stf ao dar um partido ao MBL e fomentar a candidatura de Caiado através de Kassab (creio que Cury entrou por conta própria). E Flávio conseguiu até mais que os 3,5 no segundo turno, mas veja o que aconteceu com brancos, nulos e abstenções.
Flávio 59.826
Lule 64.256
Bcos/nulos 4.100
Abstenções 30.500 (19,21%)
Não é historicamente impossível que o número de brancos e nulos diminua no segundo turno, mas ele oscilava entre 9 e 10% no segundo turno das eleições anteriores até que caiu pela metade (4,4%) na suspeitíssima eleição de 2022. E ontem teria caído mais ainda, para pouco mais de 3%.
As abstenções em geral oscilavam com percentuais próximos dos 20% e sempre subiam do primeiro para o segundo turno. Novamente, esse padrão foi alterado em 2022, quando elas inverteram essa lógica e baixaram de um turno para outro. E baixaram ainda mais dramaticamente em 2026.
Conclusões
1 - Os números de Flávio parecem "certos", pois ele somou seus votos no primeiro turno a cerca de 40% dos votos dados de Cury a Zema.
2 - A diferença é que teria havido uma enorme e praticamente inédita diminuição de brancos, nulos e abstenções; e quase todos esses novos votos teriam sido dados ao ladrão - algo estatisticamente impossível.
3 - Reitera-se nossa antiga ideia de que a fraude na programação das urnas não está em transferir votos de um candidato para outro, mas em usar os brancos e nulos, dados por eleitores que nunca vão reclamar de seu voto não ter aparecido.
4 - Outra possibilidade é a inserção (por programa ou por mesários ligados a um partido) de eleitores que se abstiveram na eleição. Esse eleitor também não vai reclamar se a justiça eleitoral "se enganar" e disser que sua situação está regular.
5 - Há mais detalhes a analisar e creio que se deve considerar a hipótese da prorrogação ser uma cortina de fumaça. Neste caso, o objetivo seria esconder o escândalo do item 2 ao levar a discussão para os votos registrados após as 17 horas (e acabar provando que sua quantidade seria incapaz de alterar o resultado final).

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