segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Coisa de cinema

Se é verdade que nunca houve uma mulher como Gilda, 80 anos depois podemos dizer que nunca houve um político como Jair Bolsonaro. A sua chegada à presidência já foi tão diferente que mereceu virar filme hollywoodiano. Mas o que aconteceu ontem mostrou que o cara é mesmo um fenômeno, um... um mito.

Prenderam-no num processo tão farsesco quanto injusto, impediram-no de se comunicar com quase todos, proibiram qualquer divulgação de sua imagem e de sua voz. E mesmo assim o Brasil decente votou no filho de Bolsonaro, no governador de Bolsonaro, no senador e no deputado de Bolsonaro.

Ele já era o maior transferidor de votos de nossa história, fez até astronauta virar senador, mas nunca nas atuais dimensões. Mais de um terço do próximo Senado será de seu partido, e ainda existem os aliados. A maior bancada da Câmara também será sua, com 121 deputados. E desta vez sem traidores oportunistas como em 2018. 

Sem menosprezo às suas qualidades, Flávio é um poste de luxo, provavelmente nunca teria chegado a senador sem o pai. Agora, por muito pouco não levou a eleição presidencial logo no primeiro turno. Levando no segundo atrairá automaticamente apoios que lhe permitirão colocar o Brasil no rumo certo depois de décadas de erros.

Ainda falta a presidência para completar o serviço, serão três semanas em que as forças do atraso, da censura e da corrupção farão de tudo para virar o jogo em que saíram em desvantagem. Mas podemos vencer, vamos lutar para isso com determinação. Derrubaremos os patifes que usurparam o poder. Venceremos. 

A parte ruim

Digam o que disserem, nosso carma nacional é o Nordeste, onde o pinguço obteve uma vantagem de 10 milhões de votos. O pessoal vive em meio ao esgoto aberto depois de 20 anos de suas promessas vazias, mas ainda vota nele. Sustentados pelos impostos de outros estados, os nordestinos agradecem tentando puxar todo o país para baixo.

Os outros

O espertão Kassab não se deu tão bem. Seu partido perdeu poucos deputados federais (48 para 43), mas despencou em número de senadores (14 para 5). As chantagens que ele gosta de fazer serão muito mais difíceis na próxima legislatura. Seu candidato, Caiado, só contribuiu para impedir a vitória em primeiro turno. Cury também.

Charlinho deixou o tom agressivo para admitir que Bolsonaro é o líder da direita. Se fizesse isso antes e o apoiasse poderia ter eleito mais deputados e ganhado a simpatia do eleitorado. Ao final, voltou a mentir que Flávio é "corrupto" e confessou que está calminho porque receia sofrer as perseguições que festejou contra os bolsonaristas.

As pesquisas

Uma vergonha completa. Novamente, os Datafolhas da vida se equivocaram em quase tudo. Novamente, a favor da esquerda. Não dá para dizer que isso é acidental, o raio não pode sempre cair do mesmo lado. Eles são é desonestos mesmo.



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