segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Força perdida

Nossa imprensa não acerta uma. Primeiro, saudosa dos bons tempos em que derrubava até presidente com meia dúzia de manchetes, pensou que obrigaria Bolsonaro a renunciar em seis meses. Mas após fracassos como o ridículo "vista amarelo", teve que buscar aliados para derrubá-lo na eleição.

Encontrou-os na banda podre do STF, que já a auxiliava desde 2019 e escancarou a sua parcialidade em 2022. Serviço realizado, os doutores da sociedade aproveitaram que estavam com a mão na massa suja e decidiram que era necessário atacar a fonte da infecção, destruindo para sempre o bolsonarismo no imaginário da população.

Foi o tempo das prisões de inocentes, das confissões forçadas e das leis atropeladas em julgamentos de que Stalin se orgulharia. Tudo a imprensa apoiou com entusiasmo até 8/1/24, quando pensou que o povo festejaria o aniversário da vitória contra os "terroristas", e mais discretamente depois, quando inventou a "trama golpista" para tentar justificar a ausência da tentativa de ação exigida por lei.

Porém o regime pt-stf se revelou mais ineficiente e corrupto do que seus cúmplices na mídia consideravam ser possível. E quando os abusos da banda podre atingiram um nível que já não lhes permitia escondê-los, eles pensaram - de novo - que bastariam meia dúzia de manchetes para salvar os dedos e obrigar um ou outro anel a renunciar. 

Houve um tempo em que tinha gente que se suicidava ao ver seu nome na lama, mas os pilantras de hoje em dia não têm vergonha do que fazem e não estão preocupados com o que dizem os jornais. Acostumados a afrontar a lei, lhes é ainda mais fácil inventar manobras regimentais. A imprensa grita, mas ninguém a escuta.

Quem mandou?

É claro que o que está dito acima é relativo, a imprensa não é mais o fortão dos halteres, mas ainda levanta seus pesinhos. Não conseguiu acabar com o bolsonarismo, mas sustentou o discurso do "golpe"; não obrigou nenhum ministro a renunciar, mas abalou a banda podre de um modo que a oposição não conseguiria.

E ela poderia ter tomado outra atitude, feito de conta que não estava acontecendo nada tão grave e deixado, mais uma vez, que o pessoal ficasse gritando nas redes sociais como fez até aqui. Por que a imprensa mudou e foi pra cima da banda podre?

Eu não sei, só posso dar meu palpite. Através do PagBank, o Grupo Folha tem ações e operações no mercado financeiro norte-americano. O Grupo Globo é hoje uma multinacional com presença no mesmo mercado. E o Estadão pertence na prática aos grandes bancos, que também atuam por lá.

Sim, sim, eu acho que tem uma mãozinha laranja por trás de tudo isso.

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