domingo, 3 de maio de 2026

Azul ou vermelho?

Eu vi a história no Ancapsu e sei que muitos fizeram a pesquisa no X e no Instagram. Trata-se uma escolha entre dois botões, vermelho ou azul. Se você apertar o vermelho nada lhe acontece, ganhando ou perdendo; se apertar o azul e este vencer, também; mas se apertar o azul e este perder, você morre.

Para que correr riscos desnecessários sem ganhar nada em troca? Você aperta o vermelho, os outros também devem apertar, e todo mundo fica numa boa. Seria o mais inteligente e mais seguro, mas por incrível que pareça muita gente vota no azul. Na enquete que ilustrava o caso o azul vencia por cerca de 58% a 42%. 

Enquanto o Peter considerou que eles estão querendo apenas sinalizar virtude, os apertadores de azul declaram que agem por empatia, para salvar os demais. Mas isso só teria sentido se a experiência abrangesse pessoas incapazes de entender as consequências de seus atos (como crianças pequenas, por exemplo) e a ideia, segundo entendi, é que todos os participantes têm plena consciência das regras. 

Assim, na prática, o cara sabe que o vermelho é o melhor e basta que todos o escolham, mas aperta o azul porque imagina que o outro é um idiota que o apertará. E vice-versa. Seus defensores vendem isso como prova de "confiança social", mas parece mais de desconfiança na capacidade individual.

Além disso, o jogo é viciado porque a "morte" é de joguinho, de mentirinha. Se fosse para morrer de verdade, duvido que o resultado fosse esse.  

O botão da terrorista

Em coluna cujo título é A rendição do Senado, uma apavorada Miriam Leitão diz que, ao derrubar o veto do ladrão, o Senado esqueceu que os "golpistas" do dia 8 entoaram cânticos contra todos os poderes e foi o pai do Flávio quem os "estimulou" a isso. E por aí ela segue, naquele discurso nojento de quem trata manifestantes inofensivos (e vítimas do golpe eleitoral) como criminosos que deveriam mofar na cadeia.

É incrível como esse pessoal acha que pode mentir dessa maneira, mas é interessante como eles tomam cuidado para tentar manter o discurso canalha de pé. Miriam não afirma, por exemplo, que Bolsonaro comandou os "golpistas", algo que seria necessário para criminalizá-lo. Ela diz que ele os "estimulou", como se esse critério subjetivo pudesse ser usado para condenar legalmente alguém. 

Para culminar, sua prova da capitulação do Senado é não apenas a fotografia de Alcolumbre abraçado com Flávio Bolsonaro, mas o fato desta ilustrar as capas dos três integrantes do Consórcio que criaram a fantasia do golpe. Se você prestar mais atenção, até o início do título relativo à foto é idêntico nos três. Assim, o que a cobra realmente comprova é que os fdps continuam combinados. 



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