A última pesquisa Atlas/Intel não perguntou apenas quem são os candidatos que o entrevistado rejeita (como normalmente se faz), mas qual é aquele que ele mais rejeita, o pior dos piores na sua opinião. E o campeão absoluto foi o Molusco, com 50%, mais que o dobro de Flávio, que ficou em segundo lugar com 24%.
Só vimos isso ontem no canal do Ancapsu (e colocamos aqui nos comentários), pois a grande imprensa não abordou esse detalhe. Será que foi apenas falta de costume com a pergunta diferente? Será que seus analistas consideraram que, por algum motivo, o resultado não é muito consistente? Fica a nossa curiosidade.
Nos pareceu importante porque é difícil que alguém altere sua opinião sobre um candidato conhecido quanto o descondenado. Se metade do país o considera tão ruim, não passará a gostar dele em alguns meses. Sua saída seria diminuir a diferença, desconstruindo o adversário a ponto de torná-lo detestável a mais eleitores.
É o que eles pretendem fazer, batendo nos "podres" de Flávio. Aqueles que nós já conhecemos e no fim acabam na acusação dele ter feito rachadinha, embolsando, como seus colegas na ocasião, parte do salário dos funcionários. O processo não foi à frente e os valores são ridículos em relação aos bilhões roubados pelo PT, partido em que a cessão de salário do funcionário é prevista nos estatutos, mas eles vão tentar.
Patriotismo ao estilo PT
Os marqueteiros petistas também devem ligar Flávio ao irmão exilado, Eduardo, para acusá-los de subordinação aos interesses americanos. É a linha da famosa "soberania!", que é tudo que o Molusco, financiador e capacho de ditaduras estrangeiras que gostaria de replicar por aqui, nunca teve.
Eles conseguiram uma pequena vitória nesse assunto quando Trump puniu o Brasil com sanções econômicas, mas se estas não voltarem será difícil convencer a população de que é ruim estar em desacordo com o atual governo "estadunidense".
Abordando esse tema em O Globo de hoje, Pablo Ortemlado chega a reconhecer que Eduardo não pediu interferência de Trump em nossas eleições (como dizem agora os petistas), e sim atacou a realizada por Biden na eleição passada. E se eles insistirem em mentir sobre isso nós temos a confissão aberta do vaidoso Barrosa.
Ortemlado critica também uma possível parceria econômica mais estreita com os EUA e a questão da classificação de nossas organizações criminosas como narcoterroristas. Para o militante, seria falta de patriotismo pedir que nossos "meninos" sejam tratados como se deve porque isso poderia, numa hipótese distante, justificar operações militares americanas por aqui.
Mas não sei não, acho que se eles colocarem as coisas nesses termos acabarão dando mais um tiro no pé. Quem não gostaria de ver o bandido que o ameaça levando chumbo dos fuzileiros americanos? Esse patriotismo dos petistas não interessa a ninguém.

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