Adivinhe quem exerceu o cargo de superintendente da Polícia Federal na Paraíba durante o último ano do governo Jair Bolsonaro? Pois é, foi o delegado Marcelo Ivo, agora expulso dos EUA por ter perseguido irregularmente o Ramagem. Que, ao que parece, já foi nomeado para o novo cargo disposto a entregar o que a chefia esperava.
Quem diz é seu antecessor, Fabrício Scarpelli, que desde o início do desgoverno teria passado a receber pedidos informais para executar ações no exterior fora dos canais oficiais. Recusando-se a descumprir as regras, ele teria passado a sofrer pressões internas que culminaram numa ruptura com a corporação.
De um lado, as "quatro linhas"; do outro, o jogo sujo comandado do vestiário. Bolsonaro devia ter dado mais atenção aos inimigos na trincheira, mas não podemos esquecer que ele enfrentou um STF desvirtuado e não tinha nada parecido com a máquina petista/esquerdista infiltrada há décadas em todos os níveis da administração.
E a imprensa...
A desproporção de forças fica ainda pior quando se chega à imprensa. Os dados acima estão disponíveis graças ao trabalho do jornalista David Ágape, que também chamou a atenção para o nível de vida desfrutado por Marcelo Ivo nos EUA. Mas além de jornalistas isolados, você só tem deste lado um jornal aqui ou uma revista acolá.
A mídia pesada é quase integralmente favorável à esquerda. E ali você não encontra nenhum questionamento às ações da PF no exterior, nenhuma investigação, nada. Eles não explicam exatamente por que o delegado foi expulso dos EUA, dizem que pode haver "reciprocidade"... tudo assim, meio por alto.
Se não fossem as redes, esse assunto estaria sepultado. Todos veríamos as manchetes sobre a prisão do Ramagem, mas só alguns leriam a pequena nota sobre a sua soltura e quase ninguém saberia da expulsão do agente da PF. Eles podiam manipular a informação como bem entendessem, era quase impossível contestá-los.
Censura global
Censura (dos outros). É o que quer o velhote velhaco que está por trás de quem patrocina os MAVs, os Janones e os Choquei da vida. Em recente reunião com esquerdistas de outros países, o salafrário revelou todo o desconforto da sua turma com a internet, mentindo como lhe é habitual:
Precisamos regular tudo o que for digital, para que a gente dê soberania ao nosso país e não permita intromissão de fora, sobretudo em um ano eleitoral (...) Não é possível tratar como normal e como liberdade de expressão a indústria da mentira, da violência verbal, da desinformação, como tem acontecido no planeta.
Controlar as plataformas digitais e pôr regras democráticas é uma questão mundial. No Brasil, estamos tentando fazer nossa parte, porque a verdade nua e crua é que a mentira ganhou da verdade. Para mentir, você não tem que explicar, para se justificar você tem, e muitas vezes não consegue. Esse é um desafio para nós, chefes de Estado.

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