quinta-feira, 19 de março de 2026

O aborto de Érika

Deixando de lado os casos perdidos como a folclórica Milly Lacombe, procurei pelos jornais e não encontrei. Apenas Thiago Amparo, um dos mais imbecis entre os que escrevem regularmente na Folha, foi capaz de defender que Érika Hilton é uma mulher e quem disser o contrário é um criminoso.

Em outros tempos isso não seria assim, a Érika Kokay estaria gritando, o PSOL estaria nas ruas etc. Eles não mudaram de ideia, essa gente não muda, eles foram orientados a se calar. E o motivo para isso foi explicado pelo também folhista Demétrio Magnoli: defender que um travesti é mulher tira votos da esquerda.

Chato para o Érika, que saiu a campo com a certeza de que estaria liderando um exército e quando olhou pra trás percebeu que não tinha ninguém. Nem os jornalistas, em sua maioria soldados fiéis da esquerda, estão lhe dando espaço. O sujeito está praticamente limitado a soltar asneiras em seu X. 

Chato também para os jornalistas, que adorariam estar dizendo o que pensam, mas precisam dar o mínimo de atenção para casos como o da deputada que se pintou de marrom para mostrar o ridículo de quem defende o Érika. Devem estar rangendo os dentes e comentando baixinho entre si, mas ordens são ordens, é preciso cumpri-las.

Não que eles não estejam acostumados, basta se aproximar a eleição para que todos deixem de defender o assassinato de bebês até o último instante da gestação. Por ironia da vida, Érika, que só conseguiria "engravidar" se comprasse uma barriga falsa como a da imagem, conseguiu ser tratado pelos companheiros como um novo tipo de aborto.

Nomes abortados

Esses dias a ombudsman da Folha estava criticando o jornal por se referir ao presidenciável Flávio apenas pelo primeiro nome, sem o Bolsonaro. Mas os outros são Lule, Haddad, Tarcísio, Dória, Zema, Caiado etc. Quase todo candidato opta por um nome único e Bolsonaro já é o pai do Flávio, por que com ele deveria ser diferente?

Claro que a "isenta" fiscal do jornal está pensando que lembrar seu sobrenome aumentaria sua rejeição entre quem não gosta de seu pai, mas não pode dizer isso abertamente para não escancarar. Aqui eles se contêm, é quando estão no exterior que se sentem livres para dizer o que realmente pensam. 

Um exemplo disso é a veterana Tia Lúcia, que, em seu X, aconselha os colegas a tratarem o Flávio como Rachadinha. Ela admite que a justiça (aquela mesma que acaba no Xandão) não encontrou nada contra ele, mas segundo sua visão isso não deve interferir na missão do jornalismo, que é colocar a esquerda no poder.

O pessoal das linhas auxiliares do PT já faz isso, mas os jornalistas provavelmente receberam ordens para manter a aparência de dignidade que a tia velha jogou no lixo. Isso é outra coisa que os faz ranger dentes e murmurar rancorosamente, mas não tem jeito. "Lembrem do aborto", eles dizem entre si para se consolar, "lembrem do Érika". Coitados!

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