Tentou fazer, a esquerda correu na calada da noite para tentar aprovar a urgência do projeto (PL 4675) que cria a Superintendência de Mercados Digitais, órgão subordinado ao CADE que passaria a "identificar empresas que possuem um papel central e poder de mercado desproporcional no mercado digital".
Basta saber que essa porcaria está sendo proposta pelo petismo em estado puro - seus autores são gente como Lewandinho do Master, Taxxad dos impostos e Bessias quase-STF - para entender que se trata de mais uma forma de tentar censurar não as plataformas, mas os indivíduos que nelas se manifestam.
Desta vez, ao contrário da famosa PL das Fake News, o Consórcio de mídia não defendeu abertamente o projeto. Sua missão na história consistiu justamente em não mencioná-lo para ninguém se mobilizar contra ele. O que não adiantou, ao menos por enquanto, porque a votação da urgência foi adiada para depois do Carnaval.
Como sempre, o petismo diz estar apenas copiando regulações já existentes na Europa. Como sempre, as medidas a que eles se referem já são instrumentos usados pela esquerda europeia para controlar o livre debate. Como sempre, a cópia botocuda do que fazem os civilizados (nem tanto) seria muito pior.
Para dar um pequeno exemplo, com a aprovação desse absurdo o Estado poderia até mesmo "intervir no espaço digital" de forma preventiva, sem que qualquer infração tenha sido comprovada, para evitar, a critério do burocrata do CADE e de quem o escolheu, o "risco" de uma infração.
Seria como o policial ter o direito de lhe prender por considerar que você está propenso a cometer um crime. Se um troço desses for aprovado - e o risco está aí, os canalhas estão só esperando uma distração - será a China quem passará a buscar a consultoria de especialistas brasileiros.
Crianças
Os amantes da censura tentam de todas as formas, mas a que ultimamente parece mais viável é a da "defesa das crianças". Não usar celulares até a idade x, não entrar em redes antes da Y; quem pode ser contrário a defender os mais inocentes das maldades do mundo e do vício em tecnologia?
Uma malandragem disso é que se algo faz mal para as crianças também não deve ser muito bom para os adultos. Cria-se um clima de que as novas tecnologias são uma espécie de cachaça, uma coisa que os adultos podem usar, mas é potencialmente maléfica e talvez devesse ser proibida de vez.
Mas a grande aposta deles deve estar na identificação do usuário. Hoje é tudo meio primitivo, qualquer moleque finge ter mais idade. No entanto, se seguirmos essa linha, quem garante que não chegaremos ao ponto em que só poderá entrar na internet quem for devidamente identificado por câmeras encharcadas de IA?
Quanto às crianças, elas se reunirão para jogar bola ou cuidar das bonecas quando saírem da frente das telas dos celulares? Que nada, ficarão grudadas na frente da TV como acontecia décadas atrás, quando já havia campanhas (infrutíferas) para fazê-las brincar como no tempo da vovó. E a TV vai passar Youtube. Não vai adiantar!

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